Amar é só amor

“Eu entreguei ele a Deus. O que fosse melhor para ele e que fosse feito. Ele não se suicidou, mas ele simplesmente não lutou. Ele quis chegar ao fim porquê ele disse “Mãe, meu lugar não é aqui eu quero ir me embora, eu quero ir pra um lugar melhor” E isso foi feito.”
Mãe de Renato Russo, após sua morte (via atuar)

(Źródło: florejaste, via garotasemrosa)

“E acho que o amor de verdade é similar a um hospital: limpo, real e sincero. Só os fortes permanecem, só os necessitados procuram, só a salvação se espalha.”
Dona Anastácia  (via casebre)

(Źródło: impressionismo, via garotasemrosa)

“A vida é tão linda que a morte se apaixonou por ela, e é um amor ciumento, possessivo, que tenta controlar o que pode. Mas a vida escapa a esse controle com a maior facilidade, perdendo apenas uma coisinha ou outra sem grande importância e, para ela, a tristeza nada mais é que a sombra passageira de uma nuvem.”
As Aventuras de Pi.  (via esvaecimento)

(Źródło: me-nes-trel, via esvaecimento)

“Mas se a ciência provar o contrário e se o calendário nos contrariar, mas se o destino insistir em nos separar, danem-se os astros, os autos, os signos, os dogmas. Os búzios, as bulas, anúncios, tratados, ciganas, projetos, profetas, sinopses, espelhos, conselhos, se dane o evangelho e todos os orixás. Serás o meu amor, serás, amor, a minha paz, consta na pauta, no Karma, na carne, passou na novela, está no seguro, picharam no muro, mandei fazer um cartaz, serás o meu amor, serás a minha paz.”
Chico Buarque    (via esvaecimento)

(Źródło: oxigenio-dapalavra, via esvaecimento)

“Você sempre me disse que sua maior mágoa era eu nunca ter escrito um texto sobre você. Nem que fosse te xingando, te expondo. Qualquer coisa. Você sempre foi o único homem que me amou. E eu nunca te escrevi nem uma frase num papelzinho amassado. Você sempre foi o único amigo que entendeu essa minha vontade de abraçar o mundo quando chega a madrugada. E o único que sempre entendeu também, depois, eu dormir meio chorando porque é impossível abraçar sequer alguém, o que dirá o mundo. Outro dia eu encontrei um diário meu, de 99, e lá estava escrito “hoje eu larguei meu namorado sentado e dancei com ele no baile de formatura”. Ele, no caso, é você. Dei risada e lembrei que em todos esses anos, mesmo eu nunca tendo escrito nenhum texto para você, eu por diversas vezes larguei vários namorados meus, sentados, e dancei com você. Porque você é meu melhor companheiro de dança, mesmo sendo tímido e desajeitado. Depois encontrei uma foto em que você está com um daqueles óculos escuros espelhados de maconheiro. E eu de calça colorida daquelas “bailarina”. E nessa época você não gostava de mim porque eu era a bobinha da classe. Mas eu gostava de você porque você tinha pintas e eu achava isso super sexy. E eu me achei ridícula na foto mas senti uma coisa linda por dentro do peito. Aí lembrei que alguns anos depois, quando eu já não era mais a bobinha da classe e sim uma estagiária metida a esperta que só namorava figurões (uns babacas na verdade), você viu algum charme nisso e me roubou um beijo. Fingindo que ia desmaiar. Foi ridículo. Mas foi menos ridículo do que aquela vez, ainda na faculdade, que eu invadi seu carro e te agarrei a força. Você saiu cantando pneu e ficou quase dois anos sem falar comigo. Eu não sei porque exatamente você não mereceu um texto meu, quando me deu meu primeiro cd do Vinícius de Morais. Ou quando me deu aquele com historinhas de crianças para eu dormir feliz. Ou mesmo quando, já de saco cheio de eu ficar com você e com mais metade da cidade, você me deu aquele cartão postal da Amazônia com um tigre enrabando uma onça. Também não sei porque eu não escrevi um texto quando você apareceu naquela festa brega, me viu dançando no canto da mesa, e me disse a frase mais linda que eu já ouvi na minha vida “eu sei que você não gosta de mim, mas deixa eu te olhar mesmo assim”. Talvez eu devesse ter escrito um texto para você, quando eu te pedi a única coisa que não se pede a alguém que ama a gente “me faz companhia enquanto meu namorado está viajando?”. E você fez. E você me olhava de canto de olho, se perguntando porque raios fazia isso com você mesmo. Talvez porque mesmo sabendo que eu não amava você, você continuava querendo apenas me olhar. E eu me nutria disso. Me aproveitava. Sugava seu amor para sobreviver um pouco em meio a falta de amor que eu recebia de todas as outras pessoas que diziam estar comigo. Depois você começou a namorar uma menina e deixou, finalmente, de gostar de mim. E eu podia ter escrito um texto para você. Claro que eu senti ciúmes e senti uma falta absurda de você. Mas ainda assim, eu deixei passar em branco. Nenhuma linha sequer sobre isso. Depois eu também podia ter escrito sobre aquele dia que você me xingou até desopilar todos os cantos do seu fígado. Eu fiquei numa tristeza sem fim. Depois pensei que a gente só odeia quem a gente ama. E fiquei feliz. Pode me xingar quanto você quiser desde que isso signifique que você ainda gosta um pouquinho de mim. Minhas piadas, meu jeito de falar, até meu jeito de dançar ou de andar. Tudo é você. Minha personalidade é você. Quando eu berro Strokes no carro ou quando eu faço uma amiga feliz com alguma ironia barata. Tudo é você. Quando eu coloco um brinco pequeno ao invés de um grande. Ou quando eu fico em casa feliz com as minhas coisinhas. Tudo é você. Eu sou mais você do que fui qualquer homem que passou pela minha vida. E eu sempre amei infinitamente mais a sua companhia do que qualquer companhia do mundo, mesmo eu nunca tendo demonstrado isso. E, ainda assim, nunca, nunquinha, eu escrevi sequer uma palavra sobre você. Até hoje. Até essa manhã. Em que você, pela primeira vez, foi embora sem sentir nenhuma pena nisso. Foi a primeira vez, em todos esse anos, que você simplesmente foi embora. Como se eu fosse só mais uma coisa da sua vida cheia de coisas que não são ela. E que você usa para não sentir dor ou saudade. Foi a primeira vez que você deixou eu te olhar, mesmo você não gostando de mim. E foi por isso, porque você deixou de ser o menino que me amava e passou a ser só mais um que me usa, que você, assim como todos os outros, mereceu um texto meu.”
Tati Bernardi (via auroriar)

(via f-inalizado)

“Eu sei que o tempo pode afastar a gente, mas se o tempo afastar a gente é porque o nosso amor é fraco demais, e amores fracos não merecem o meu tempo, não mais. Simplesmente eu sei que tudo que foi importante pra mim da minha vida se foi, então me fez ser assim: dentro dessa armadura, nessa vida dura. Não sou Indiana Jones: então, sem aventura. Eu só tinha conhecido gente louca e tinha medo de um “eu te amo” sair da minha boca; até que um dia ele saiu e eu gelei, e te olhei e você disse “eu também”, e sorriu. Louco o suficiente pra gostar de mim. Corajoso o suficiente pra ir até o fim. Se eu tivesse te desenhado e te encomendado, tinha feito exatamente assim. Ele me disse: “vai” e eu disse: “já vou”. Ele me disse: “volta”e eu disse: “ôôô”. Ah, que saudade de você debaixo do meu cobertor. Eu sei que sobre nós tudo é sempre complicado, mas um dia vai se descomplicar, pode acreditar. Te dei meu coração e você cuidou tão bem. Agora quero entregar meu corpo pra você também. Hein, me diz se eu tô errado, mina, mas algo me diz que a nossa vibe combina: eu tava ali, procurando meu rumo pra seguir e foi bom quando te vi. Mina, tava tudo tão chato por aqui. Nada é eterno, isso eu posso dizer, mas eu vou fazer o possível pro nosso amor ser. Um dia a gente se ver bem velhinho, pelo espelho, e eu cantando outra musica pra você, pois quando a gente se entrega pra vida, a vida só nos devolve coisas boas. Ela me deu você e eu vi nessa corrida que você é só você e pessoas são pessoas. Ele me disse: “vai” e eu disse: “já vou”. Ah, que saudade de você debaixo do meu cobertor.”
Projota.  (via tipografado)

(Źródło: incolumo, via tipografado)

“Quando você chega à emergência de um hospital, uma das primeiras coisas que eles pedem é que você dê uma nota para a sua dor numa escala de um a dez. Me lembro de uma vez, logo no início, em que eu não estava conseguindo respirar e parecia que meu peito estava pegando fogo, as chamas lambendo meu tórax por dentro, tentando encontrar um jeito de sair e queimar o lado de fora, e meus pais me levaram para a emergência. Uma enfermeira perguntou sobre a dor e eu não conseguia nem falar, então mostrei nove dedos. Depois, quando já tinham me dado alguma coisa, a enfermeira voltou e ficou meio que acariciando minha mão enquanto media minha pressão arterial, então disse: Sabe como sei que você é guerreira? Você chamou um dez de nove.”
A culpa é das estrelas.  (via apagou)

(Źródło: alentador, via apagou)